Soneto de Luz
Milhões foram mortos em nome da revolução
Mas que revolução é essa que não tem luz
Que é dona das trevas, que nada produz
E te deixa prisioneiro de um ativismo sem razão.
Querem friamente matar a tua individualidade
E fazer da tua mente adubo para o mal
Pois é no intelecto coletivo que ergue-se o abissal
Sobre cadáveres de uma burra unanimidade.
Não é conveniente que quebres a muralha ao redor
É preciso mantê-lo longe, definitivamente longe
É preciso subjugar e transformá-lo em perdedor.
Não! Não serei e nem tu serás dominado
Uma porta abriu e a luz inundou nossas mentes
Graças à sabedoria de um filósofo iluminado!
Antonio Fernando
junho de 2019
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