SUJEITO HOMEM
sábado, 21 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro
Em agosto de 1967 fiz uma delicada operação nesse hospital, uma equipe de médicos formidáveis removeram o meu maxilar devido a um tumor, foi uma operação delicadíssima que durou horas, devo a minha vida a esses excelentes profissionais da medicina. Assim como a minha vida outras tantas foram salvas nesse hospital. E agora tudo vai virar pó em nome da imbecilidade humana! Fica aqui o meu repúdio contra esse ato estúpido do governo estadual e federal.
ANTONIO FERNANDO
domingo, 15 de julho de 2012
Ultrajante Como o Vento
Ultrajante Como o Vento
Num fim de tarde
Eu transbordava em felicidade
Eu amava a humanidade
Num tempo de jovens fraternos
num mundo velho
Hoje meu coração
ainda jovem
continua batendo
no mesmo mundo velho
Gerações e mais gerações
e poucas conhecem
o brilho do sol
Eu, ultrajante como o vento
que bate na cara
e entra pelos poros
continuo do lado do vendaval
Eu, eternamente poeta
disparo meus poemas
como uma rajada
aliada
ao vento...
ANTONIO FERNANDO
sábado, 14 de julho de 2012
Haikais do POETA
haikai tem regra?
pode ter, ou não ter
o importante é que alegra
***
na terra distante
mergulha o sol, iluminando
outra terra num instante
***
bateu fortemente
acertou a cabeça
coitada da mente
***
comeu a prostituta
pagou a prostituta, e levou
o perfume da puta
***
a vulva abriu
em flor
esperando o beija-flor
***
a panela vazia refletiu
toda a raiva
que ninguém viu
***
pulou da sacada
esquecendo que os átomos
têm elétrons na calçada!
ANTONIO FERNANDO
pode ter, ou não ter
o importante é que alegra
***
na terra distante
mergulha o sol, iluminando
outra terra num instante
***
bateu fortemente
acertou a cabeça
coitada da mente
***
comeu a prostituta
pagou a prostituta, e levou
o perfume da puta
***
a vulva abriu
em flor
esperando o beija-flor
***
a panela vazia refletiu
toda a raiva
que ninguém viu
***
pulou da sacada
esquecendo que os átomos
têm elétrons na calçada!
ANTONIO FERNANDO
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
O Menino ao Lado
A janela aberta
deixa entrar o ar frio da noite
um frio puro, verdadeiro
daqueles que fazem o corpo encolher
Eu, menino, deitado no leito
de um hospital
era só solidão, saudade de casa,
dos braços da minha mãe
dos braços da minha avó
No silêncio da noite
um feixe de luz branca
entra pela porta
adormeço...
acordo com barulhos ao meu lado
corpos em roupas brancas
cercam a cama ao meu lado
Era um menino, um coleguinha,
sem uma perna
levaram ele...
adormeço...
acordo com um raio de luz
entrando pela janela
A cama está vazia
eu pergunto a enfermeira
-Onde está o coleguinha?
Ela responde:
-Partiu para o céu!
Eu duvidei,
não se parte para o céu
numa noite fria
Comprendi então
que se pode morrer
numa noite fria
ANTONIO FERNANDO
deixa entrar o ar frio da noite
um frio puro, verdadeiro
daqueles que fazem o corpo encolher
Eu, menino, deitado no leito
de um hospital
era só solidão, saudade de casa,
dos braços da minha mãe
dos braços da minha avó
No silêncio da noite
um feixe de luz branca
entra pela porta
adormeço...
acordo com barulhos ao meu lado
corpos em roupas brancas
cercam a cama ao meu lado
Era um menino, um coleguinha,
sem uma perna
levaram ele...
adormeço...
acordo com um raio de luz
entrando pela janela
A cama está vazia
eu pergunto a enfermeira
-Onde está o coleguinha?
Ela responde:
-Partiu para o céu!
Eu duvidei,
não se parte para o céu
numa noite fria
Comprendi então
que se pode morrer
numa noite fria
ANTONIO FERNANDO
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