SUJEITO HOMEM
domingo, 15 de julho de 2012
Ultrajante Como o Vento
Ultrajante Como o Vento
Num fim de tarde
Eu transbordava em felicidade
Eu amava a humanidade
Num tempo de jovens fraternos
num mundo velho
Hoje meu coração
ainda jovem
continua batendo
no mesmo mundo velho
Gerações e mais gerações
e poucas conhecem
o brilho do sol
Eu, ultrajante como o vento
que bate na cara
e entra pelos poros
continuo do lado do vendaval
Eu, eternamente poeta
disparo meus poemas
como uma rajada
aliada
ao vento...
ANTONIO FERNANDO
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