SUJEITO HOMEM

SUJEITO HOMEM

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

NÃO TENHO RIMAS



Não tenho rimas
não tenho muros cercando a minha casa
acima de mim o infinito me abraça
além de Aldebarã, numa estrela mais próxima talvez
alguém mais atento me compreenderá


Do farol de Alexandria só restou a luz
viajando pelo infinito espaço
Da minha poesia só restará as partículas
de uma estrela em pedaços


No alto da serra
presenciei o mais profundo silêncio cósmico
toda a exuberância da Via Láctea se fez presente
    - em meus olhos -
o universo falou a linguagem cósmica
que nenhum mundo barulhento entende


A cada horizonte transpassado
nascem as flores da sabedoria
fazendo de mim um novo ser
Do novo que fui um dia
ficou um velho coração
ribombando ao longe
na outra margem da vida

ANTONIO FERNANDO

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